Isto de viajar todas as semanas, tem muitos inconvenientes. É muito cansativo, perde-se muito da vida familiar, perde-se o norte demasiadas vezes. Mas uma das coisas que me dá mais prazer em todo este processo, são os hotéis. É certo que as vezes apanhamos uns amargos de boca, mas a maioria são bastante bons. Eu sou assumidamente esquisita com os hotéis. O meu lema é, se tenho que estar fora de casa, tenho que dormir pelo menos nas mesmas condições da minha casa. Nunca abaixo, (...)
Reservei hotel para estes dias, como sempre faço, no Booking.
Na segunda, recebi uma mensagem estranhissima do colega que vai estar cá comigo a dizer que, se eu não me chateasse, preferia não ficar no mesmo hotel que eu, não que duvidasse da sua masculinidade, mas ainda assim.
Fiquei de boca aberta a olhar para a mensagem, sem entender nada.
Mas depois fez-se luz.
Fui ver o site e o hotel que eu reservei é "Gay, mas heterofriendly".
Fica numa das zonas mais caras e mais bonitas (...)
O Hotel onde estou hospedada abriu há 3 dias.
3 dias.
Cheira a tinta, as toalhas ainda não limpam bem de serem novas.
Já estive em hotéis com um mês de vida, mas 3 dias?
Hoje ao pequeno almoço estava tudo tão arrumadinho, tão novo que nem me apetecia comer, só para ficar a olhar para as coisas.
Pena que amanhã vou tão cedo que nem como.
Em que hotel é que se chega, ao final de um dia de trabalho e de viagens, cansada e desanimada e se ouve do recepcionista, quase num tom paternal: - Boa noite, menina Lila...? Só neste mesmo, que já é quase a minha segunda casa...