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Contos sem nó

As minhas histórias

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23.07.19

Ser mãe de um adolescente


Lila

Ontem fomos os dois à Feira de Santiago. Mal chegamos, encontrou os amigos e foi com eles aos carroceis. Eu senti-me um bocado perdida, nunca tinha ido a uma feira, local de festa, sozinha. Fui comprar bolachas Piedade e depois fui ver o concerto do Alsemo Ralph. Ele acabou por também ver parte do concerto com os amigos e depois veio à minha procura para irmos para casa. Percebi que não estava confrmatvel com o facto de eu ter ficado sozinha.

Mas ele estava tão feliz que valeu pena.

Hoje, depois de ter ido ao conservatório escolher o reportório para o 6 grau de piano (tem um professor fenomenal) pedi-lhe para ir comigo ao supermercado à hora de almoço. Estou cheia de trabalho, tinha que leva-lo para me dar uma ajuda e ser mais rápido. Já na caixa, respondeu-me mal, num daqueles tons de adolescente que me irritam profundamente. Ralhei tanto que piorei grandemente a dor de garganta que já tinha. Perdi a voz.

Ficou de castigo, sem jogos, o resto do dia. Não podia deixar passar, se há coisa que não tolero são faltas de educação.

Eu sofro, sinto-me a ma da fita, fico pior do que ele a vê-lo magoado. Mas ser mãe é mesmo isto. E eu sei que faço muitas coisas bem, que o encho de mimos,  e que ele os merece (por exemplo, teve 91% nos dois exames nacionais, português e matemática) , mas há que educar, ensinar o que é respeito, não deixar que as hormonas levem a melhor. Foi assim que fui educada e acho que não me sai mal. Tenho a responsabilidade de educar um adulto bom, honesto, respeitador. Estou aqui para isso.

E raios me partam se não vou conseguir.

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