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Contos sem nó

As minhas histórias

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24.12.18

Saudades


Lila

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Pela primeira vez em 15 anos, não vou ligar-te hoje. Escolheste nascer no dia mais estranho do ano, naquele que dá menos jeito para festas e prendas, mas tu eras mesmo assim. Hoje não vou ligar-te. Não oiço a tua vez há muitos meses, não brincamos com as coisas mais parvas há tantos outros. Fazes-me falta, amigo. As vezes esqueço-me que já não estas e pego no telefone para te contar um "babado forte". E tu dizias, "conta, conta". A tua partida repentina despedaçou-nos o coração. E eu nem imaginava que me fosse doer tanto. Continuo a ficar a olhar para mil-folhas nas pastelarias com lágrimas nos olhos e depois imagino o que te deves rir ai em cima, com a minha figura de idiota. E depois dizes que devia mas é comer uma bolacha de contraplacado e que estás com hematomas nos braços enquanto mostras os biceps definidos. Imagino-te a perguntar aos anjos se na loja não havia o modelo que usam, mas para homem. Era a tua brincadeira parva favorita quando vias um colega vestido de cor de rosa. (que tu também usavas).

Tantas saudades amigo. Eu juro que não imaginava que me ias fazer tanta falta.

 

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