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Contos sem nó

As minhas histórias

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17.07.19

Margarida


Lila

Hoje a minha sobrinha vem cá dormir. De repente, a casa ficou cheia, JA a correr atrás dela, a jogarem juntos, a desenharem, a verem TV, a partilharem lanche, a tocarem instrumentos musicais e a cantar. Como uma criaturinha tão pequena pode preencher tanto espaço e dar-nos tanta vida. Apesar de adorarmos, acho que tanto eu como o meu filho estimamos muito a nossa condição de unicidade. Ele como filho, eu como mãe.Gostamos quando estão cá amigos e a prima, mas temos muito a noção de que prezamos ainda mais o nosso espaço e a exclusividade um do outro. A maioria das pessoas ameaça-me com o arrependimento que vou sentir mais tarde (como se tivessem alguma coisa a ver com isso), por só ter tido um filho. Já não posso ser mãe (por ter uma idade adiantada) e continuo feliz da vida com a minha decisão. Não me arrependi, ate agora, num uma única vez. Ate muito pelo contrario. Sinto-me mesmo feliz por ter sido capaz de afirmar a minha vontade e não ter cedido.

Mas que a nossa Margarida faz revoltar qualquer útero de tão doce e meiga e boa menina, lá isso faz. Temos tanta sorte de a termos nas nossas vidas!

 

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