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Contos sem nó

As minhas histórias

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15.10.19

Mana menor


Lila

Faz hoje 37 anos que passei a ser irmã do meio. Lembro-me tão bem, como se fosse hoje. Ver a minha mãe ir para o Hospital de manhã e sentir um aperto enorme num peito. Passei a tarde, depois de chegar da escola, em pulgas, para saber noticias. Não haviam telemóveis. Ao final da tarde, estava ao portão do quintal, e passou uma vizinha, que chegou de autocarro do trabalho e passou em frente à loja dos meus pais. E o meu pai tinha acabado de receber a noticia. A minha mana já tinha nascido. Fiquei tão feliz, acho que passei os minutos seguintes aos pulos. Não sofri nada o choque de já não ser a pequenina. Adorei ter uma irmã, a minha boneca viva, de quem cuidei sempre, de quem sou madrinha de baptismo e de casamento. A minha menina. Parabéns Marisa. Devias ter sido Marinela, o nome que eu queria na altura e que, por sorte, a mãe não deixou por-te. Acho quer tinhas ficado mais bem servida, mas pronto. Marisa tambem serve.