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Contos sem nó

As minhas histórias

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07.04.19

Mãe galinha


Lila

Vejo o meu filho entrar no autocarro para o Algarve e só me dá vontade de largar em prantos ali, no meio da estação. Vai ser bonita a minha vida daqui para a frente, com tantas despedidas que ainda me esperam. Ver crescer um filho doí fundo na alma É uma dualidade agridoce que não se consegue explicar. Orgulho porque cresceram saudáveis e bem formados, aptos a fazer as suas escolhas. Dor de os ver sair da asa da mãe. Ontem, depois do cinema estávamos a conversar sobre o filme e sobre as dificuldades de se ser pai e mãe. E o meu adolescente, tão imaturo para certas coisas sai-se com um " Eu nunca vou ter filhos, mãe. Não vais ser avó. Depois da educação e dos valores que vocês me passaram, eu não estou apto a fazer tão bem, nunca poderei fazer igual. Mais vale nem tentar." Não sabia se rir ou chorar.