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Contos sem nó

As minhas histórias

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17.11.18

Fim de semana


Lila

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Quando o pai não está, os nosso planos de fim de semana são simples. Ao sábado vou ao yoga, dou uma volta pela baixa, hoje fomos almoçar ao meu pai, o JA estuda, eu faço perguntas, vejo televisão, leio e faço pequenas tarefas. Os fins de semana são a parte mais dura desta forma de vida. Hoje deu-me uma crise de saudades do nosso mais que tudo e desatei num pranto a ver pela enésima vez o "Casamento do meu melhor amigo". (Deve ser dos poucos filmes em que já sei as cenas quase todas de cor.)

Viver assim, de quinze em quinze dias é tramado. Respirar de alivio quando ele entra em casa e fica por uns dias. Saber que esta tudo bem porque ele esta a dormir ao meu lado e não a milhares de quilómetros. Ouvi-lo respirar e adormecer nesse embalo.Não estar sempre atenta ao telefone (quando ele cá esta até o desligo). Ter quem me substitua nas tarefas mais básicas, se for preciso. O meu coração vive constantemente fora do peito. E se nuns dias levamos bem a coisa, ate me sinto feliz e abençoada por termos trabalho, fazermos o que gostamos e termos saúde, noutros, sinto-me tão sozinha e desamparada que só apetece mandar tudo para o tecto e começar aos gritos.

Felizmente, os dias felizes são mais. E mais intensos. Senão, não valia mesmo a pena.