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Contos sem nó

As minhas histórias

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01.02.17

As separações


Lila

Hoje descobri que o filho da minha cabeleireira está separado há um mês. A mulher disse-lhe que já o via só como amigo e po-lo fora de casa. Têm um filho de 4 anos e o marido escorraçado está a sofrer como nunca, porque aparentemente não fazia ideia que a separação era iminente. Nestas coisas, não podemos ouvir só uma versão e não há um único  caso em que a culpa morra solteira. Mas continuo a achar que há pouco espírito de sacrifício nas relações de hoje, há pouca cedência, pouca verdade. 

Ontem, em conversa via email com uma colega/amiga americana que acabou de ter um bebe, esta dizia-me que achava incrível que a minha relação durasse há quase 24 anos. Que tinha a certeza que o casamento dela não ia durar tanto tempo porque discutia muito com o marido.

Respondi-lhe que penso em divorciar-me (pelo menos) uma vez por mês.E discutimos por tudo e por nada muitas vezes. Mas felizmente já há coisas com as quais não vale a pena perdermos neurónios e tempo. Gostamos um do outro desde sempre. Há muitas coisas que não me agradam nele, devem haver muitas mais que ele não gosta em mim. Mas o que gostamos um no outro é mais forte e mais consistente. Será para sempre? Quem me dera saber. Eu continuo a tentar. A ser o mais verdadeira e sincera possível. A dedicar-me de alma e coração a esta relação. A aprender a ceder e não querer ter sempre razão.

 

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