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Contos sem nó

As minhas histórias

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19.01.22

As redes sociais


Lila

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Recebo, por parte de amigas, imensa pressão para estar presente no Facebook e no Instagram. No FB tenho conta e fui até bastante activa durante muito tempo. No Instagram criei conta para assistir às maluquices do Bruno Nogueira durante o confinamento. Toda a gente achava que era a ultima bolacha do pacote. Vi um episódio e não gostei. Nunca publiquei um único post nessa conta. E não publico nada de forma regular no FB desde Agosto. Não tenho nada contra, mas também não tenho nada a favor. Minto, mantenho a minha conta no FB porque consigo saber de pessoas que de outra forma tinham desaparecido da minha vida. Colegas do liceu, da Faculdade, da anterior empresa onde trabalhei, vizinhos da casa onde fui criada. 

Cada vez mais vejo estas plataformas como passadeiras vermelhas onde se desfilam apenas estilos de vida. E só os glamoursos. Não tenho paciência. Gosto do meu blog porque aqui publico as coisas boas, as felizes, as prendas que recebo, as que compro, os passeios que faço, a minha casa. Mas também venho aqui desabafar que tive um dia de merda, que me sinto a mãe mais incapaz do mundo, que estou no nível menos um na escala das boas esposas, que a minha paciência foi para o espaço há 20 anos e que na minha família existem momentos em que me apetece espetar um dedo no olho de cada um e gritar obscenidades ate ficar rouca.

Por isso, deixem-me da mão. A minha experiência no Dubai esta aqui toda documentada, para quem quiser ler. Faço-o mais para mim, para poder ter este registo no futuro, mais do que por qualquer outra razão (bem, também porque adoro escrever).Não me peçam para alimentar diariamente um feed com looks, com frases inspiradoras, com fotografias, com vídeos do Tik Tok. Não tenho 12 anos.

E o primeiro que me vier com a piada de que os anos 80 ligaram a perguntar se podia devolver esta rede social, leva um pontapé numa canela.

 

 

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