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Contos sem nó

As minhas histórias

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27.09.09

Expectativa


Lila

Aprendi há pouco tempo que quando a expectativa que tenho em relação ás pessoas é muito baixa, sofro muitíssimo menos. Já não me dá para chorar nem para me descabelar.

Fico impávida e serena, demasiado serena.

Se já não esperamos grande coisa, mesmo que venha algo desagradável dalí, o impacto é menor.

É uma estratégia que passei a adoptar e que me tem feito ver que na maioria das vezes, a minha maneira de ser sonhadora e  idealista, me tem trazido muitos amargos de boca.

Pensar que virá sempre o melhor, o mais bonito, o mais agradável, porque mereço assim e não diferente, que vivo num palácio e sou uma princesa, era bom, mas foi chão que já deu uvas.

Parece que já tenho idade  para deixar de sonhar  com mundos perfeitos, até porque já vivi demasiadas desilusões com os meus sonhos, até mesmo com os que pareciam reais.

Baixar a expectativa, não esperar nada, é sempre melhor. E quando digo das pessoas, digo das situações, dos acontecimentos.

Obviamente que também se perde um pouco no que se dá, há menos emotividade, fica-se menos espontâneo. Selecciona-se tudo o que se diz, e até o que se pensa.

Mas se em troca se chora menos e se aprende a viver de forma menos dramática, vale mesmo muito a pena.

 

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