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Contos sem nó

As minhas histórias

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18.09.09

A canjinha da tia Dora


Lila

O meu filho tem adoração pela minha irmã mais velha. Adora-a, adora o primo Pedro, adora ir para a casa dela e também adora a comida que ela faz.

No topo das preferências está a célebre canjinha.

Cá em casa, onde há sempre sopa, de vez em quando oiço " ò mamã, quero uma canjinha igual á da tia Dora!".

É tipo trademark a canjinha da minha irmã. E então o que é que o raio da canja tem, que o meu filho gosta tanto?

O normal da canja, miúdos, massinha de letras, e...soja.

Estão a ver aqueles feijões de soja que se vendem congelados?

Ela põe na canja. Quando os meu filho e o meu sobrinho estão a comer a dita cuja juntos, o meu sobrinho tira as sojas do prato dele e põe no do meu filho, que come as dele e as do primo.

Hoje lá tive que ir comprar frango e miúdos e sojas, para fazer a canja. E é vê-lo a chupar as patinhas do bichinho (que é uma coisa que eu detesto), a deliciar-se com moelas, fígado e pescoço.

Boquinha santa, abençoado!

 

Deve ser a coisa que mais descansa uma mãe é ver o filho a comer bem. A sério. Não sei explicar porquê, mas se por algum motivo ele não come, o que felizmente é mais raro do que ver um cabelo num ovo, fico logo de cabeça perdida.

Eu fui tão bera para comer, fiz a minha mãe ganhar muitos cabelos brancos, mas felizmente, não fui castigada...

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