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Contos sem nó

As minhas histórias

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26.09.13

Grande maluca


Lila

Ontem o meu filho tinha esgrima e foi o pai quem o levou.

Há dois anos, a esgrima era no centro da cidade e eu fazia os meus footings enquanto ele lá estava.

Cheguei a ter um movimento de mães a juntarem-se a mim e era bastante divertido.

Há um ano que a esgrima mudou para fora da cidade, num sitio bastante ermo e isolado, para o qual tem que se ir de carro.

Ontem, o pai levou o JA à esgrima e eu fiquei a trabalhar.

Mas depois tive uma ideia brilhante.

Ir lá ter a pé, e aproveitava para fazer a caminhada.

Avisei o meu marido da façanha e recebi de volta a mensagem de que o caminho era perigoso, talvez fosse melhor não ir.

Eu, que sou uma rapariga esperta, recordei o caminho que faço de carro até lá e achei que o fazia sem dificuldade.

E lá fui.

O pior é que agora anoitece muito cedo e quando cheguei a meio do caminho, já estava muito escuro.

E as estradas, nacionais, não têm passeio, quase não têm berma e não possuem iluminação. 

A dada altura, eu nem via onde punha os pés.

Tudo escuro, nem uma alma a vista, com excepção dos carros que passavam de vez em quando e que iluminavam parte da estrada.

Os carros passam a uma velocidade alucinante e pensei mesmo que ia ser atropelada, sem sitio na berma para me desviar.

Quase oito quilómetros depois, apareceu o meu marido, estava eu já a chegar lá.

Ficou boquiaberto de eu estar ali, pensava que a meio caminho, me tinha dado conta do perigo e tinha voltado para trás....

Voltei de carro para casa, com o coração aos pulos por causa do perigo que corri.

E ainda levei um raspanete, absolutamente bem merecido.

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