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Contos sem nó

As minhas histórias

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31.07.12

Com o coração do tamanho de uma ervilha


Lila

O meu filho foi agora para o Algarve com a avó.

Eu fiz a malinha, juntei as coisinhas dele e vi-o sair de casa, alegre, eu diria até eufórico.

E lá foi, com a priminha Maria, todos contentes.

Hoje até dormiu mal. Da emoção, dizia ele.

Eu sei que ele se diverte muito lá.

Que a casa é no campo, que ele tem muito espaço para brincar, que vai fazer muita praia e brincar com a prima e os tios até cair para o lado.

Vai comer granizados e gelados e suminhos, mesmo como ele gosta.

Mas o meu coração aperta-se até não poder mais quando ele vai.

E depois de reclamarmos, de ralharmos, de desejarmos tempo só para nós...ele vai e leva o nosso coração com ele.

E sei que aproveitamos o tempo livre, que uma casa sem crianças tem tempo de sobra para tudo.

Que me vai saber bem ir ao cinema e jantar fora.

Mas vai-se lá saber porque, agora estou triste.

Maldito fado este de ser mãe e pai.

O nosso coração vive fora.

 

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