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Contos sem nó

As minhas histórias

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30.06.12

Ainda sobre o filme de ontem


Lila

O filme é uma comédia, mas fala de mães, de pais e de bebés, o que em mim, resulta em lágrimas na certa.

E saí de lá meio abananada, porque o enredo toca no meu ponto mais sensível, o ser mãe.

A gravidez é muito diferente de pessoa para pessoa e o realizador soube mostrá-lo com imensa graça.

Há mães que passam pela gravidez de salto alto e outras que sofrem horrores.

Umas que não engordam uma grama e outras que ganham 30 quilos.

Grávidas que fazem ginastica até ao fim e outras que a partir da segunda semana já não se podem mexer.

As que ficam com uma pele de princesa e as que se enchem de borbulhas cheias de pus.

As que fazem tudo por impulso e as que têm tudo planeado ao pormenor, e a quem sai, normalmente, tudo ao contrario.

As que estão 48 horas em trabalho de parto e as que espirram e fazem sair os filhos.

Mas, o que é certo é que, mal o filhote nasce, tudo se esquece e o nosso brilho passa a ser ele.

A minha mãe dizia que se as mulheres tivessem boa memória só tinham um filho cada uma...

Eu revi-me em imensa coisa e fiquei cheia de saudades do tempo maravilhoso em que carreguei o JA na minha barriga.

Felizmente eu fiz parte do grupo das grávidas radiosas, activas e bem dispostas.

Nem do parto me posso queixar, e o meu filho nasceu com o tamanho de um bebé já com um mês e de parto natural, valha- me Deus.

Correu bem, a genética ajudou-me (e a minha determinação também).

 

Ás vezes ainda penso que encerrei demasiado depressa este capitulo.

(mas depois penso um bocadinho na minha vida e a vontade passa-me logo).