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Contos sem nó

As minhas histórias

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28.02.12

Susto


Lila

Antes do jantar pediu-me para brincarmos ás escondidas.

Ficou ele a contar e eu escondi-me.

Ele encontrou-me atrás da porta da sala, num instante.

Fiquei eu a contar.

E depois procurei-o na sala, na cozinha, no escritório, no quarto dele, no meu, nas casas de banho, dentro da banheira, debaixo da cama.

E depois comecei a ficar nervosa.

Já transpirava.

Mas onde se meteu ele, meu Deus?

Nas varandas?

De repente, fez-se luz.

Estava metido dentro do armário do quarto dele, acocorado e vermelho de entusiasmo.

Nunca, nem quando era pequenino, me tinha feito uma destas.

Ia-me dando um fanico.

Levou um raspanete, ao qual respondeu que não lhe faltava o ar porque as portas são de correr e ele deixou um bocadinho aberto...

 

(mas caramba, é bem feita, que eu, quando era pequena, fiz dezenas destas aos meus pais. Era a rainha do esconderijo...quase que matava a minha mãe de susto a toda a hora...)