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Contos sem nó

As minhas histórias

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30.05.11

Pequenas coisas.


Lila

Caminhar pelas ruas, com o Sol a tentar esconder-se.

Ouvir o silêncio do final da tarde.

Já não haver carros, nem transito nas principias avenidas.

Morar numa cidade em que, logo que as lojas da baixa fecham, a calma instala-se.

Entrar num bairro antigo e passar junto das janelas das casas térreas, pintadas de branco, com uma barra colorida.

Ouvir o som das panelas, enquanto se prepara o jantar. O cheiro da comida já quase pronta, o telejornal ao fundo.

A roupa estendida numa corda, suspensa por uma cana presa na janela, para secar ao vento.

Os velhotes á porta do café, esgotando os últimos cartuchos do dia que já foi quente e solarengo.

Uma brisa suave que faz voar os cabelos.

O sorriso das crianças que brincam o último minuto, antes do jantar que está para muito breve.

O rio como moldura e a serra ao fundo, portentosa e doce.

Ter tempo para pensar e apreciar pequenas coisas.

Viver numa cidade é assim é um privilégio.

 

 

 

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