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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

05.05.11

Quero acreditar


Lila

Que a minha vida vai dar uma volta gigantesca e que o peso que carrego há anos nas minhas costas, vai finalmente desaparecer.

Que vou ser uma pessoa mais feliz, que vou conseguir perdoar, esquecer, dar a volta por cima.

Diz a minha cunhada Edite que todos temos uma missão na vida e a minha é, definitivamente, perdoar.

E dizia-me há dias que esse dia ia chegar, mais cedo ou mais tarde.

Demorou catorze anos. Catorze. Longos, amargos e desgostosos anos.

As pessoas dizem-me que fui muito corajosa.

Dizem-me que fiz bem.

Dizem-me que estão orgulhosas de mim.

Que uma oportunidade assim não acontece duas vezes.

Mas também me dizem para me preparar porque pode não correr bem, que as minhas expectativas podem sair defraudadas.

Mas mesmo assim, que sendo apenas eu, sincera e de coração aberto, vou fazer o que está certo.

Por mim. Pelo JA. Pelo meu marido. Pelas minhas irmãs. Pela minha mãe.

Que mereço ter paz, que já passei por muito.

Este episódio infeliz da minha vida condicionou de forma irreversível ( ou não) a minha personalidade.

Está na hora de ultrapassar o drama e entrar finalmente numa comédia romântica, que faz muito mais o meu género.

 

Depois de catorze anos de afastamento, o meu pai vem amanha jantar a minha casa.

E eu estou inacreditavelmente calma.

 

 

 

 

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