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Contos sem nó

As minhas histórias

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As minhas histórias

14.03.11

...


Lila

Este dia é o meu 11 de Setembro.

Um dia que devastou a minha vida, que me fez ficar sem rumo, sem norte.

Porque quando as coisas que nos acontecem não fazem nenhum sentido, custa-nos muito entende-las, mesmo que tenham passado 16 anos.

Tenho a certeza de que este dia talhou a minha personalidade de forma irreversível, nuns aspectos para melhor, noutros para muito, muito, pior.

Neste dia, há 16 anos atrás eu perdia a minha mãe e com ela, muita alegria, muita força, muito carinho e (eu ainda não sabia) fiquei órfã para toda a vida.

Sempre ouvi a minha mãe dizer-nos, que a perdermos um dos pais, que fosse ela e não o nosso pai, que ao menos ele, saberia cuidar de nós, sustentar-nos ,e ela não, que não tinha nenhuma queda para os negócios e toda a vida tinha sido apenas mãe.

Durante muitos anos, após a sua morte, pensei nesta frase,  quase todos os dias.

Porque foi uma das poucas coisas em que se enganou.

Mil vezes tivesse sido ao contrário, poderia ter-nos faltado em termos materiais, mas nunca em termos afectivos (no meu caso faltaram-me ambos, mas isso não vem ao caso).

Uma mãe...uma mãe é insubstituível.

No amor, na proteção. Uma mãe nunca vira as costas a um filho, seja por quem seja.

Uma mãe não mata um filho, não o subestima, não lhe vira as costas.

E eu, que a esta vida não peço muito, não quero saber de mais nada, apenas quero ter saúde para poder criar o meu filho e ajudá-lo a criar os dele.

Só isso.

 

 

(saudades, muitas, sempre)

 

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