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Contos sem nó

As minhas histórias

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08.03.11

Orgulho


Lila

Ainda há pouco aborreci-me com o meu filho.

Nestes dias, ele abusa dos jogos electrónicos e depois, não os quer largar nem para comer, nem para tomar banho.

E eu passo-me com isso, até porque detesto dependências, não é saudável para ele, fica com um humor terrível e não pode ser.

Ao dar-lhe banho, li-lhe a sina, não há mais jogos para ninguêm, acabou-se, é jantar e cama.

Saiu do banho e fez uma valente tromba, que não comia, que não fazia mais nada.

Eu disse-lhe que tudo bem, a mim, pouco me importava, reservas não lhe faltam, á fome não morre.

E ainda me lembrei de que me tinha prometido fazer uma ficha de actividades de um conjunto que eu lhe comprei para ir fazendo em casa.

E até agora nada.

(sim, que o menino fez os trabalhos de casa todos na sexta para já não pensar mais no assunto até regressar á escola na próxima quinta...)

Fui tomar um banho e quando lá estava paraceu-me na casa de banho com um beicinho a pedir desculpas.

Quando cheguei á cozinha, não só já tinha jantado, como estava com as fichas á frente, a fazer actividades.

 

Fiquei contente e orgulhosa.

Estes pequenos rasgos de consciência, de "tu tinhas razão, mamã", fazem-nos acreditar de que, afinal de contas, nem tudo é em vão, que não entra a cem e sai a mil. (pelo menos nem sempre)

Os filhos precisam de limites, de ouvir nãos, de terem orientação.

Por mais que nos dê gozo dizer-lhes sempre que sim.