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Contos sem nó

As minhas histórias

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14.01.11

Apanhei cá um cagaço!


Lila
Hoje tive um daqueles dias em que enfiei a cornadura nos livros e ali fiquei, horas a fio. Já só me pateceia matar alguêm. E de cada vez que olhava para o lado, aparecia-me mais uma porcaria para resolver, mais um telefonema em espanhol (a confusão que faz aos clientes espanhóis receberem uma chamada de Portugal!!!!Parece que estou a ligar da Austrália!), mais um produto que não chega, mais um cliente aos berros. A modos que, já estava com os neurónios lixados. Decidi então fazer a minha caminhada.Tinha uma hora e meia antes de anoitecer e ter de ir buscar o meu filho á escola. Uma caminhada tardia, para ser diferente das caminhadas das sete da manhã. Uma caminhada funcional, ou seja, tinha que ir buscar um casaco á lavandaria do Jumbo e fui a pé. Tinha que comprar leite e fui a pé. No regresso do Jumbo, decidi tomar uma espécie de atalho de terra batida. Pareceu-me boa ideia na altura. Mas de repente estava no meio de um daqueles bairros simpáticos onde se vêm buracos de balas nas paredes das casas. Não se via viva alma na rua. E durante uns 2 ou 3 minutos, a minha cabeça dava voltas e pensava, que merda pá, ainda vou ser assaltada. Bem, não levam grande coisa, o MP4 e o podómetro. Mas vou apanhar um bruto susto. Estava eu nestes belos pensamentos, vejo um grupo de homens com bastante mau aspecto a sair a correr de um quintal, daqueles que têm um portão feito de chapa. E cada um correu para uma direccção. E eu pensei, atrás deles vem um maluco com uma caçadeira e eu vou levar um balázio nos cornos agora mesmo. Segui ainda mais depressa do que o normal e só respirei quando cheguei a uma avenida que eu conhecia. É que a minha cidade tem uns bairros maravilhosos, tipo o da Bela Vista, que de vez em quando andam na boca do mundo pelos piores motivos... Pois. Bem, a parte boa é que andei 7,1 km.