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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

16.12.10

Há que ser justa.


Lila

 Eu não tive anel de noivado mas tive anel de nascimento.

 Quando o meu filho nasceu, o meu marido comprou-me um anel em ouro branco, com um pequeno diamante.

No dia em que cheguei a casa, vinda da maternidade, abriu uma garrafa de champanhe e deu-me o presente.

E fê-lo como se fosse um agradecimento pelo “presente” que eu lhe tinha acabado de dar.

Por ter carregado uma barriga ás costas durante 9 meses, por ter sido eu a ter as dores pelos dois, os pontos naquele sitio esquisito e as mamas cheias de leite.

Obviamente, fiquei emocionada. E não tirei o anel do dedo naqueles meses, mostrava-o orgulhosa, a toda a gente.

 Lembro-me que ele me contou que a empregada da ourivesaria que lho vendeu, ficou toda babada, quando soube que era um anel de nascimento. Ainda hoje, passados 6 anos, olho para o anel e sinto sempre um aperto no peito. Aquele é mesmo um anel especial.

 

Se bem que para mim, um presente especial é sempre um anel. Adoro mãos, em particular as minhas e é um acessório que me enche realmente as medidas.

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