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Contos sem nó

As minhas histórias

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23.10.10

circo


Lila

Eu já disse por aqui que detesto circo.

Mas hoje lá tive que fazer a vontade ao meu filho e ir enfiar-me num, porque ele queria por força ver o Homem bala.

Aquilo não me convence, nunca me convenceu, nem quando era pequena.

Acho que é um ódiozinho de estimação que só se iguala em intensidade ao que sinto pelo campismo.

E nem consigo explicar muito bem o porque, mas não gosto, dá-me sono.

Não acho graça aos palhaços, tenho medo dos bichos, acho toda a estrutura da tenda insegura, enfim, passo o tempo desconfortável.

Este ao qual fomos hoje, tinha números ridículos com gatos e cabrinhas. e os artistas faziam tudo.

O amestrador de tigres tambem era o dos hipopotamos e o homem bala.

A trapezista era também partner do amestrador de  cabrinhas e também era a amestradora de cavalinhos.

E os preços? Os preços são proibitivos e escandalosos.

Principalmente tendo em conta o estado de crise em que nos encontramos.

Enfim.

 

Por outro lado, sinto um enorme respeito pelas famílias que vivem deste negócio, itinerantes, sem morada fixa, de terra em terra.

É preciso mesmo ter um grande estofo.

Acho que não se aprende, decerto está-lhes no sangue.

 

E o mais importante é que o meu filho se divertiu e esta ida hoje, fazia parte da comemoração do aniversário.

Não pude mesmo escapar.

Na próxima semana temos outra aventura prometida, ainda a fazer parte do calendário de eventos do aniversariante.

Uma ida á Kizdania.