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Contos sem nó

As minhas histórias

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03.09.10

A bolsinha


Lila

Eu tenho uma bolsinha para por o telemóvel.

Nem é bem uma bolsinha, é mais uma meia, daquelas que ficam justinhas ao aparelho.

E o que esta meia de telemóvel tem de relevante é que eu já a perdi dezenas de vezes.

Ponho-a no meu colo, quando vou a conduzir e depois saio do carro, ela cai no chão e ali fica, junto á porta, vezes e vezes sem conta.

Já ficou em bombas de gasolina, enquanto eu vou pagar o combustível.

Já ficou á porta da empresa do Afonso uma manhã inteira.

Já ficou á porta do cinema, na estrada todo o tempo que estivemos no filme.

Já ficou na garagem da minha empresa.

...

Eu podia continuar.

Mas o que é engraçado é que a encontro sempre.

Parece um daqueles cãezinhos que nos filmes, os donos tentam abandonar e eles voltam sempre a casa...?

É mais ou menos isso.

 

Chego á conclusão que é tão feia, que ninguém lhe pega.

Só pode ser isso.