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Contos sem nó

As minhas histórias

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20.02.09

Carnaval


Lila

 

 carnival masks and colorful confetti on white

Confesso que não sou fã, talvez por nunca me ter conseguido libertar do trauma que me causava esta época na escola.

Um mês antes do Carnaval, começava a deixar de usar casacos novos, roupas novas ou recentes e andava num tronguedo só, com coisas das quais não gostava, ou já estavam perto de deixar de me servir.

Mascarada?

Nem por isso.

O que acontecia é que, todos os anos, por esta altura, começavam os ovos, os sacos de água com lixivia nas roupas, as bombas de mau cheiro, e outras coisas igualmente jeitosas.

Lembro-me perfeitamente de não conseguir ir ao bar da minha escola secundária, porque o corredor até lá tornava-se  um campo de batalha.

Daí as roupas novas serem poupadas aos estragos.

Era um Inferno.

Não descia aos intervalos, andava na rua com medo, enfim, desejava ardentemente que o dia de hoje chegasse (sexta-feira de Carnaval) porque na semana seguinte, já tinha acabado.

Hoje mascarei o meu filho de Mosqueteiro e esqueci o meu terror por esta época, enquanto o levava á escola e o via, feliz, vaidoso da sua fatiota, encetando duelos com a sua espada.

 

 

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