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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

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16.06.10

Mais daqui de onde vos escrevo


Lila

A malvada da "filha de uma senhora que vende o corpo na esquina" da reunião acabou agora há pouco.

E a apresentação que tinha que fazer hoje teve que ser encurtada, pelo que falei apenas uma hora seguida, no meu mais do que fabuloso castelhano.

E correu bem. Correu muito melhor do que a da semana passada. Estava igualmente nervosa e com mais sono ainda (se é que é possível, no estado em que tenho andado nos últimos tempos), mas ainda assim, senti-me mais á vontade, vi as pessoas interessadas, gostei do feedback.

A caminho do hotel, (sim, entretanto mudei de hotel) uma das colegas que me deu boleia, elegeu a minha apresentação como a mais orientada ao objectivo, com acções concretas e prazos, a pessoa que seguiu uma linha condutora em todo o discurso. Quase desatei aos beijos na boca da mulher, coitada, não merecia tal castigo.

Pois, superado este objectivo, segue-se o de amanhã. Formação a um chico sevilhano que entrou há pouco tempo na companhia e precisa de começar a vender a minha divisão como se não houvesse amanhã, senão leva um calduço que até ferve.

O pior é que estou tremendamente cansada, e a última coisa que me apetece é trabalhar este serão...

Mas tem que ser, tenho que orientar o meu discurso, senão serão 3 da tarde e o rapaz ainda não se inteirou que o HIV é um vírus.

O que fiz então para começar a árdua tarefa de organizar o dia de amanhã?

Deixei as malas no hotel e fui ao supermercado comprar:

-uma caixa de cerejas que não valem um "órgão sexual masculino", acreditem, mas comi todas na mesma;

-um pãozinho;

-um queijinho;

-Um iogurte;

E este vai ser o meu jantar.

Despachei os coitados dos meus colegas que se estavam a voluntariar para me levar a jantar e aqui estou, banho tomado, cabelo encharcado, estendida em cima da cama, a ouvir Lily Allen no computador e a tomar coragem.

Que isto de tarbalhar não é mais do que uma questão de coragem.