Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

13.05.10

A 13 de Maio, falar sobre fé.


Lila

Eu sou católica.

Infelizmente não sou praticante.

E digo infelizmente, porque gostava mesmo de estar um pouco mais perto de Deus, de não me ter desiludido com alguns padres que conheço, e com a forma como gerem a fé dentro das igrejas.

Por vezes, a sensação que tenho é que têm prazer em afastar as pessoas, em vez de as conquistar.

As mesquinhices, os raspanetes, a severidade, os escândalos.

Não me vejo a obrigar o meu filho a ir á catequese, e tenho pena, a sério.

Porque eu fiz a primeira comunhão e a comunhão solene e o pai também.

Gostava que ele tivesse a mesma oportunidade que nós e escolhesse depois continuar, ou não, neste caminho.

 

Apesar de não ser praticante, tenho a minha fé.

Acredito que há uma vida depois da morte, uma reencarnação, seja lá o que fôr. (toda a nossa existência seria demasiado efémera se não houvesse nada mais para além disto.)

Sempre que entro numa igreja, há uma emoção que eu não consigo controlar.

Acendo velas, ajoelho-me um pouco a rezar e lá consigo acalmar e evitar as lágrimas.

Sempre que vou a Fátima, a energia daquele espaço faz-me estar o tempo todo a chorar.

É algo inexplicável, mas visível, que me põe num estado emocional absolutamente incontrolável.

Ontem vi um bocadinho da cerimónia com o Papa e já estava transtornada. Senti-me lá, junto com aqueles peregrinos.

Este fim de semana, no Vaticano, a coisa atingiu níveis elevados.

Todos aqueles espaços religiosos têm uma vibração positiva fortíssima , que só pode ter a ver com algo superior a nós, humanos.

Deve ser fácil ser católico lá. Tudo transpira emoção, tudo nos inspira a acreditar que Ele está por aqui, á nossa volta.

Eu acredito que sim.