Acabo o ano com os meus exames de rotina feitos, consultas de ginecologia, dermatologia, dentista, análises ao sangue, mamografia e eco manaria. Tenho uma herança genética péssima e prefiro ir controlado com os exames possíveis. Tirando o ferro em baixo ( muitas hemorragias,) e a tiróide a ficar outra vez descontrolada, tudo ok. Para o ano há mais.
Este ano não foi fácil. Tive a primeira depressão da minha vida, tomei anti-depressivos durante três meses pela primeira vez porque já não sabia como lidar. Entrei numa tristeza profunda no pico do verão, depois de mais de seis meses a enfrentar um possível transplante de rim que o meu marido queria fazer (dar um rim, neste caso), e por inúmeros periodos de solidão na Suíça, que culminaram com uma desilusão que me custou entender e curar. Depois do verão a vida tornou-se menos pesada, estive menos sozinha (muito menos) e fiz viagens que me encheram o coração de amor e a alma de esperança. Mas não esqueço a escuridão que atravessei sem quase ninguém dar por isso. Neste ultimo capitulo do ano não mudou quase nada, mas eu decidi conformar-me mais e aceitar que nem sempre vivemos a nossa melhor versão. Que tudo faz parte do caminho. Acho que me poupei para ganhar forcas e mudar em 2026. Vamos ver se sera uma mudanca fisica out so interior.