Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

18.07.18

Bali- a viagem


Lila

Decidimos tudo dois dias antes de viajar. Como sempre. Nem passaporte tínhamos valido. E ainda assim correu tudo mesmo muito bem. Viajámos pela Emirates, via Dubai e a viagem é mesmo muito longa. Há que reservar pelo menos um dia para ir e outro para voltar, o que quer dizer que nunca se deve pensar em estar em Bali menos do que 12 dias. Foi o que fizemos. A viagem dura 16 horas, se só falarmos de horas de voo. São 7,5h até ao Dubai e depois mais 8h30 até Dempasar. Fizemos apenas uma hora de escala no Dubai, o que pode ser bastante arriscado, mas correu bem. Os voos passam com alguma facilidade se forem amantes do cinema como nós. Eu vi 12 filmes no total das viagens. Tirei barriga de misérias. E depois, a tripulação, que é um amor e fala todas as línguas possíveis,  passa o tempo a trazer comida e  bebidas, vê-se mais um filme, faz-se uma pequena sesta e já esta.  O meu filho portou-se lindamente, a ver series e a ouvir musica. 

Os nosso telefones entraram em modo de voo à saída de Lisboa e só voltaram a estar ligados de forma normal 16 dias depois. As chamadas e mensagens recebidas nestes países podem custar autenticas fortunas. Assim, para alem de estar mesmo desconectados do mundo, ideal em férias, também evitamos desgostos na volta. Só comunicávamos com a família quando havia wifi e sobrevivemos. Se não conseguíamos falar com o pai, falamos com a irmã e ela dava o recado (são sete horas a mais em Bali). Todos os hotéis têm e todos os restaurantes e bares também. Outra informação importante é sobre o dinheiro. A moeda em Bali é a rupia indonésia. Nós levamos euros e fomos trocando lá. Sabíamos que faziam burlas nos multibancos e ainda assim, tentamos levantar dinheiro no aeroporto e apanhámos um susto. A operação foi toda realizada mas não saiu dinheiro nenhum. Felizmente, parece que nada foi levantado da conta, mas tinha sido desnecessário correr esse risco. Tentámos, para ter rupias para pagar o transfer mas afinal no aeroporto havia forma de trocar. Saibam que vão ter milhões na carteira. Existem imensas notas de pequeno valor e todas as coisas estão marcadas a milhares de rupias. Para trocar basta ira um local que tenha boa pinta e que tenha a melhor taxa de cambio.

Na chegada a Bali, a uma hora de aterrar, apanhamos um enorme susto. o piloto avisou que o vulcão Agung tinha entrado em erupção e que poderíamos ter que desviar a rota para Jacarta. Confesso que gelei. O JA viu o vulcão em erupção desde o avião. Foi mesmo incrível ver a lava a sair. E ainda mais para quem deu essa matéria em ciências este ano.

Acabamos por aterrar e horas depois, o aeroporto fechou. o Agung começou a deitar muito fumo.

Andou assim durante todos os dias que por lá andamos, mas por sorte, o aeroporto não voltou a fechar a única coisa que mudamos no nosso pleno, foi não ter ido ver o Agung de perto. Mas aquela vista do avião compensou muito!

A viagem de regresso foi muito menos dura, porque fizemos um stop over de 3 dias no Dubai. Partimos a estopada ao meio e foi muito mais fácil. Recomendo a que o façam no regresso, para não chegarem com as costas todas fanadas das férias e irem trabalhar.

BGCC0611.JPG

(Agung a deitar fumo, visto de Lengongan, uma ilha em frente a Bali)