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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

02.03.18

Traição


Lila

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Os meus pais faziam esta semana, 51 anos de casados.

A falar sobre colegas no trabalho, uma colega contou-me que um dos meus colegas mais próximos enrolou-se com uma miúda, nossa colega também, à vista de toda a gente, na reunião em Budapeste. Colega que é casado e teve um filho recentemente. Fiquei tão chocada, tão incrédula que fiquei a pensar nisso durante dias. Já são raros os casamentos honestos, sérios, sem traições e facadas. Os meus pais foram casados até que a morte os separou. As minhas irmãs têm casamentos longos, eu também. Nada nos assegura de que tudo não mude, mas esta situação de trair a mulher numa reunião de trabalho, onde toda a gente percebeu e continuar a fazer vida normal como se nada fosse, mata-me. Não estou acima de ninguem, mas nunca me sentiria bem comigo mesma a fazer algo assim á pessoa que amo. Como se consegue ?

Para além deste, soube de outros e outras, que também fazem disto habito sempre que estão fora de casa em trabalho. Mas que necessidade têm de trair a pessoa com quem estão? Será pela adrenalina? Resistirá o amor a estas situações?

Enfim, sinto-me um extraterrestre. Não consigo perceber, e agora compreendo que quem vê uma profissão destas de fora, possa imaginar que isto se possa passar, sendo que existem tantos casos. Fácil é, mas obviamente dependerá do carácter de cada um.

Eu, ainda estou em estado de choque e seguramente não volto a olhar para este colega com os mesmos olhos.

 

 

 

02.03.18

Chuva


Lila

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As minhas botas Hunter. Têm anos, foram prenda do marido e só as calço em dias como estes, de muita chuva. É ver-me andar a saltitar de poça em poça, como os miúdos. Uma alegria.