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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

02.01.18

Ultimo dia de férias


Lila

Estas férias foram atípicas. Não fiz praticamente nada do que queria, com excepção de dormir. Durmo bastante mal, mas não tendo horários, as coisas amenizam-se. Hoje foi o ultimo dia das nossas férias e fiz mil coisas. Fui as compras, à lavandaria, fui trocar um casaco que a minha irmã me  tinha oferecido, fui ao conservatório do JA comprar um pólo para o concerto de coro, senão o miúdo ia com um pólo pelo umbigo, arrumei todas as compras, arrumei a roupa passada a ferro pela Sónia, substitui os candeeiros de cabeceira do meu quarto, comprei uma varinha magica (a minha estava literalmente a gritar sempre que a utilizava), comprei uma moldura para o diploma de cinturão negro do A e já a coloquei...E ainda fui ao yoga. Estou espantada comigo mesma, mas tenho que me habituar a este ritmo nos próximos tempos. Primeiro porque assim não penso muito e mantenho-me ocupada. Depois porque sozinha, não tenho com quem partilhar tarefas. E também porque tenho este feitio de merda que me impele a fazer tudo de uma vez, como se tudo fosse urgente, como se não houvesse amanhã. Ontem fiz uma lista de tarefas para esta semana e entre ontem e hoje, já fiz as tarefas todas até quinta. Para terem ideia da minha velocidade. Enfim, acabarei por me cansar. Eventualmente.

01.01.18

Meu querido pai


Lila

Ligou-me de manhã e percebi logo que tinha ficado preocupado. Durante a tarde apareceu cá me casa para ver como nos estávamos a aguentar. Senti-me mais reconfortada.

Tenho pena de não vivermos mais perto. Nesta altura complicada e até o meu filho beneficiaria disso. Estaríamos menos dependentes da minha sogra.

Amanhã, vamos almoçar com ele. Mimos de pai estão mesmo a fazer-me falta.

01.01.18

Isto vai acabar mal


Lila

Cheguei do aeroporto as 12h30 e desde essa hora não parei. Arrumei tudo e mais alguma coisa, acho que desarrumei coisas para voltar a arrumar, fui e vim da garagem carregada umas 5 vezes, fui ao lixo outras tantas. Estive mais de seis horas nisto. Numa tentativa falhada de não pensar muito. Temo que a minha casa não vá aguentar este ritmo.

01.01.18

E lá foi ele


Lila

O caminho até ao aeroporto é um calvário. Deixa-lo lá e voltar costas é das coisas mais dolorosas deste processo. A volta casa, ainda mais em dias festivos, é inevitavelmente lavada em lágrimas. O meu filho, lá atrás, cabisbaixo, a fazer esforço para não se ir abaixo. Hoje é o primeiro dia de uma nova etapa.

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