Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

26.04.13

The new normal


Lila

Fui almoçar com dois colegas, porque um deles queria comprar prenda para a namorada e precisava de ajuda.

Decidimos ir à Rituals e eu lá andei a por o nariz em tudo o que foi creme e gel de banho e exfoliante e perfume, para fazer um combinado engraçado para a rapariga.

Ele concordou com o meu gosto e depois de muitas gargalhadas do empregado da loja (por causa dos nossos comentários) lá trouxemos a prenda.

No caminho de volta ao escritório, estávamos a falar de pelos e depilações (tanto eu como um deles fizemos depilação a laser) e dou por mim a pensar que esta conversa, há uns anos atrás não seria possível.

Os homens de hoje são mesmo muito diferentes do antigamente...

26.04.13

A dormir mal


Lila

Eu já disse que ando a dormir muito mal?

Pois é.

Ontem, deitei-me relativamente cedo, mas não tinha sono nenhum.

Adormeci lá para a meia noite e depois acordei as 3h da manhã e acho que só voltei a dormir depois das 5h.

Quando o despertador tocou, só me apetecia morrer.

 

 

25.04.13

De bicla.


Lila

Saimos de casa ao final da manhã e fomos passear de bicicleta.

De camisola de alças, e havaiana no pé, a sentir o vento quente na cara.

Soube-me tão bem!

Antes de regressar a casa, um peixinho para o almoço tardio.

Belissima forma de passar um feriado.

25.04.13

25 de Abril


Lila

Lembro-me de me contarem a mesma história, vezes sem conta.

Não só o que aconteceu na minha casa a 25 de Abril, do medo, das escolas encerradas e de terem passado desenhos animados o dia todo (esta é a memória da minha irmã), mas tambem do que aconteceu todo o ano que se seguiu ao 25 de Abril.

Eu fui gerada nesta altura, há 39 anos atrás, porque nasci 9 meses depois do 25 de Abril.

Gosto de romantizar a coisa e dizer que sou "filha da revolução".

A minha mãe passou esse ano de enormes turbulências, grávida, com uma filha de quatro anos para cuidar.

O meu pai, Regedor da freguesia onde viviamos e onde ele ainda vive, estava constantemente a ser interrogado pela PIDE.

A minha mãe conta que um dia, já eu tinha nascido, a policia politica entrou lá em casa e levo-o.

A minha mãe passou o dia inteiro com uma recém nascida nos braços, a pensar que ele ficava preso.

Tempos conturbados aqueles.

Ter visto o filme sobre os pioneiros da revolução há pouco tempo, fez-me recordar tudo o que eles me contavam.

E a dar ainda mais valor a quem viveu na pele este dia, e todos os dias do antes e do depois.

24.04.13

Dia terrivel


Lila

Ontem estive quatro horas e meia sentada, numa videoconferência em espanhol.

Sai do escritório depois das sete e não sabia de que terra era, nem que língua falava.

Cheguei a casa e tive que me aborrecer com o meu filho porque estava a asneirar, e ele, por sua vez tinha uma ferida na testa, feita por um menino da escola.

Depois de ter despachado os banhos e o jantar, tomei um comprimido e dormi como um anjo.

Há dias que não dormia bem.

22.04.13

Almoço


Lila

A minha colega "Rutita Catita" é tão ou mais fanática do que eu.

Por isso, quando nos encontramos no escritório, o plano é sempre o mesmo.

Sushi!!!!!

Ai, tão bom.

21.04.13

A andar


Lila

Chegámos da exposição e eu já estava na moleza.

Foi o meu rapaz quem me pôs na linha e lá fomos nós.

Andámos uma hora e quinze minutos, um fim de tarde lindíssimo e ele sempre, sempre a falar.

Confesso que o que eu mais gosto nas minhas caminhadas é o silencio.

Mas a companhia compensa essa falta...