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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

25.01.13

O talho


Lila

Entramos num talho que abriu recentemente no caminho da escola do nosso filho.

O talho tem café e uma pequena mercearia.

Fui ao balcão do talho, escolhi o que queria, pedi conselhos e fui muito bem atendida. A caminho da caixa, ainda levei umas bananas.

Ao pagar, o senhor pergunta-nos se estamos ali pela primeira vez ao que respondemos afirmativamente.

E  então  convida-nos a tomar um café aos dois e um copo de leite ao JA.

Cortesia da casa.

Ficámos encantados.

O que custa aos outros negócios fazer um agrado destes aos clientes?

Oferecer um café não lhes custa nada e o cliente fica agradado.

Pena que a maioria das pessoas sofra da pequenez de que não se pode perder um cêntimo, não imaginando que ganhariam com esses gestos muitissimos mais.

22.01.13

A escrivaninha


Lila

 

Há uns tempos que eu andava a pensar em comprar uma escrivaninha para o meu filho.

Os trabalhos e o estudo eram feitos na mesa da cozinha, local que é também o meu eleito para trabalhar, quando estou em casa.

Nada contra, mas às vezes, é preciso que haja mais concentração e haver um local no quarto, adaptado ao estudo é fundamental.

Ficou montada ontem e eu achei que o rapaz ia dormir em cima dela, de tão contente que ficou.

Ai, ai.

O tempo passa tão depressa!

Ainda ontem estava no berço...

Estamos a ficar velhos, é o que é...

 

21.01.13

Agradecida


Lila

Há dias em que Deus me dá discernimento para me sentir agradecida.

Agradecida por ter saúde e por ter uma família com saúde. Por ter trabalho, por gostar do que faço (apesar de hoje ser segunda-feira e ás segundas, não gostar de absolutamente nada...), por ter um marido que amo e que me ama (apesar de às vezes andarmos às cabeçadas), por este marido me ter dado um filho lindo, de bochechas cor-de-rosa e beijos meigos, por ter uma casa confortável, que ainda hoje vamos ajeitando ao nosso gosto, por termos a possibilidade de aproveitar a vida fazendo coisas simples, de passearmos numa cidade que adoramos, de fazermos coisas de que gostamos, de andarmos de bicicleta ou fazermos caminhadas, todos juntos, de podermos ir ao cinema, almoçar com a família, planear férias, comprar alguma coisa fútil, só porque apetece.

Se eu gostava que a nossa vida tivesse uma coisa diferente?

Gostava.

Gostava que o nosso porto de abrigo não estivesse longe tanto tempo.

Mas depois, ponho-me a pensar no que seria se ele não estivesse lá.

Se não tivesse trabalho e ficasse em casa, deprimido.

No que seria infeliz, ele e nós, por vê-lo assim.

Quando penso que este trabalho encaixa na personalidade dele como uma luva, deixo de desejar que seja diferente.

Se a vida nos deu agora este desafio e esta oportunidade, vamos aproveitar e deixar de sofrer com isso, ou pelo menos, tentar sofrer o menos possível.

Hoje, sinto-me agradecida. O fim de semana foi de temporal lá fora, mas quentinho no meu coração. Já vi o meu pai logo pela  manhã. Já beijei o meu filho e o meu marido. Já falei com a minha irmã mais velha pelo telefone e já recebi mensagens da mais nova e da minha melhor amiga.

Já fiz um monte de coisas chatas e outras menos chatas.

Tenho que ir às compras ao supermercado, mas seria pior se não pudesse fazer as compras.

 

Hoje sinto-me agradecida.

 

21.01.13

@Darwin's


Lila

O dia estava feio, mas lá fomos.

O JA adorou o espaço, que é sem duvida, uns dos mais bem decorados de Lisboa, pelo menos para o gosto de uma bióloga (sempre suspeito).

 

 

O resto da tarde foi passada no IKEA a comprar uma escrivaninha para o nosso estudante, a cadeira ( e mais um sem numero de coisinhas que se compram naquele absoluto antro de perdição consumista).

21.01.13

Cloud Atlas


Lila

Cartaz do Filme
 
As nossas escolhas de Domingo à noite andam longe de ser boas escolhas.
Para além de ser muuuuuito longo, também me fez um nózinho no cérebro que ainda não se desatou.
 
19.01.13

Sabado


Lila

Conseguimos chegar ao restaurante sem levar com uma arvore na cabeça e comemos uma dourada, acompanhada de um arroz de amêijoas delicioso.

No caminho para casa, pensei que íamos apanhar a molha da nossa vida, mas acabamos por nos safar secos..

Quando cheguei, fui lavar os olhos com o Mateus Solano (andei para trás, ahahahahaha, estou tão feliz) e depois, para não ficar com aquele ar abobalhado de quem viu o homem mais bonito do Brasil, fui passar a ferro.

Passar a ferro faz-me cair na real.

A seguir, consegui por o meu marido  a ver uma comédia românticana SIC, comigo, enroscadinhos no sofá. Ele adormeceu, mas foi o melhor que se conseguiu.

Ah, no caminho para casa, o homem comprou umas botas.

Ontem camisas, hoje botas.

Senhor meu Deus, quem é este homem e o que fizeste ao meu marido?