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Contos sem nó

As minhas histórias

Contos sem nó

As minhas histórias

08.04.09

A minha cabeça vai rebentar


Lila

È do conhecimento público que ando a dormir mal,  á conta dos xixis do meu filhote.

Mas apesar disso, até estou a aguentar bem a semana, até porque esta semana é atípica.

Os nossos clientes estão de férias, e eu aproveitei para fazer a agenda da minha estadia no Porto, na próxima semana, e para me dedicar ás campanhas publicitárias que vamos fazer esta Primavera.

Pois, as marcações para o Porto estão feitas, mas as campanhas estão a tirar-me do sério e já me concederam de forma completamente gratuita, uma enormíssima dor de cabeça.

Isto porque a parte de fazer os flyers, até foi mazinha, mas nada comparada com a gestão da base de dados para quem vamos mandar a publicidade.

O ficheiro é do tamanho do mundo, tem letras pequenas e eu estou a corrigir os nomes, as moradas e os contactos, um a um.

Até já tenho vómitos.

 

07.04.09

Coincidências


Lila

È maravilhoso e muito pequeno o mundo em que vivemos.

E até dá para pensar se aquilo a que chamamos coincidências o são de facto, ou serão apenas pequenas partidas que o universo nos vai pregando, assim, como quem não quer a coisa.

Há coisas que nunca esquecemos e eu não  nunca esqueci a minha escola primária e as professoras que tive.

E digo professoras porque tive 3 em 4 anos. A única professora que tive dois anos, na terceira e quarta classe, marcou-me muito.

Porque era uma excelente professora, porque percebia as necessidades de uma menina que adorava estudar e que adorava a escola, porque era muito meiguinha.

Uma vez fiquei doente, com papeira e tive que faltar á escola, com muita pena minha.

A professora mandou-me uma carta amorosa, desejando melhoras, dando mimos e enviando trabalhos de casa, para que eu não me sentisse em falta pelos dias ausente.

Nunca mais esqueci essa carta e principalmente a sensibilidade que transbordava nela.

A professora tinha dois filhos, uma menina e um rapaz mais pequenino.

A menina vinha por vezes para a nossa escola, apesar de ser mais nova e era eu quem tomava conta dela, nos intervalos.

Que responsabilidade!!!!

Era a nossa boneca e eu adorava estar com ela.

 

Que saudades, minha querida.

Foi bom ter notícias tuas.

 

 

07.04.09

Ele não está assim tão interessado


Lila

 

 

 

Que delícia de filme!

Ideal para uma segunda feira á noite, depois de um dia intenso de trabalho.

Toda a trama que existe entre homens e mulheres, as duvidas, as incertezas, as diferenças obvias que muitas vezes impedem os relacionamentos saudáveis.

Elenco de luxo, que juntou todas as super actrizes norte americanas, uma história com a qual cada uma de nós se identifica.

A rever, numa tarde de Domingo.

06.04.09

Diana Krall


Lila

 Album

 

 

Ontem fui ao supermercado sozinha, fazer compras para a semana.

Não gosto mesmo nada de fazer compras ao Domingo, no raio do supermercado.

Aliás, cada vez gosto menos de fazer as compras da casa e juro que era uma coisa que eu até nem me importava de fazer.

 

Para compensar o sacrificio, decidi oferecer este bombom ao meu marido.

Diana Krall a cantar Bossa Nova, que delícia!

Hoje até tenho o CD comigo e estive a tarde toda a ouvi-lo no meu computador, enquanto trabalhava.

Muito bom.

O ano passado fomos vê-la no Cool Jazz Fest e apesar de termos pago uma pipa de massa, ficámos tão longe da senhora, que tanto podia ser ela a estar no palco como a Maria de Lurdes Pintassilgo.

Eu via o mesmo.

Mas o que ouvimos foi inesquecivel.

Adoro esta mulher.

Ontem, a ver a capa do disco comentei "bolas, pá, esta mulher está cada vez mais bonita", ao que o meu marido, que tem a mania que todas as mulheres do mundo são feias com excepção da sua própria, respondeu " ou é isso, ou as versões do photoshop estão cada vez melhores...".

Adiante.

O disco vale a pena.

 

06.04.09

Perguntas


Lila

Hoje, e por um motivo que divulgarei mais tarde, fizeram-me algumas perguntas que me puseram a pensar...

O porquê deste blog se chamar "Contos sem nò", por exemplo.

Para mim é tão evidente e sempre se chamou assim, mesmo quando ainda nem existia.

Nasceu da expressão " não dar ponto sem nó" e como são histórias, ou contos, ficou contos sem nó.

E também porque gosto muito de escrever e esta forma de expressão, muitas vezes desfaz enormíssimos nós na minha cabeça.

Para mim, as coisas só são reais quando estão escritas. Muitas vezes faço aqui desabafos para poder pensar nos assuntos, para que me possa confrontar com eles e depois poder minimizá-los.

Exemplo disso é a minha agenda de trabalho. Toda escrita, cheia de tarefas e notas.

Eu sei o que tenho para fazer, mas se estiver escrito, é mais real, torna-se um objectivo e cá vou, eu  de mangas arregaçadas, tratar dele.

 

Outra pergunta teve a ver com os meus sonhos.

E instantaneamente me veio á cabeça o sonho muito, muito antigo de escrever um livro.

Quando fiz o curso de escrita criativa na Sociedade Portuguesa de Autores, esse sonho parecia-me tão possível de concretizar mas depois, deixei-me levar pela rotina e abandonei o imenso trabalho que me levaria a concretizá-lo.

 

Outro sonho, o mais fútil de todos, o mais "barbie" mesmo (e agora vão rir) era fazer uma sessão de fotos hiper mega super gira, cheia de glamour, com "moizinha" a fazer de super modelo.

OK, OK; eu tenho espelhos, sei muito bem o que é uma super modelo, bla, bla, bla.

Mas então era  ou não era para falar dos sonhos?

(Daí eu ter gostado tanto que o meu JA tivesse feito a produção para a Happy. Os filhos concretizam os sonhos dos pais, muitas vezes...).

 

Para não variar muito da maioria das pessoas, tambem sonho em fazer uma volta ao mundo, mas, para  não me afastar muito do sonho número 2, essa voltinha tinha que ter sempre um hotelzinho de luxo associado, OK?

È que campismo para mim, é para já, mas só se fôr num hotel de cinco estrelas...

05.04.09

O primo Pedro


Lila

O meu filho, como todos os filhos únicos, tem uma paixão e adoração pelo meu sobrinho mais novo.

O Pedro tem 8 anos, ou seja, mais 4 do que o JA e essa diferença assegura um avanço que fascina o meu filho.

Dão-se como irmãos. Não, porque os irmãos brigam e tanto se adoram como se odeiam, e estes primam só se adoram.

Eu e a minha irmã achamos que o facto de o JA ter ficado aos cuidados da tia, quando tinha 5 meses, fez uma ligação enorme entre os dois.

O Pedro vê o JA como o irmão mais novo e o JA idolatra o Pedro como a um irmão mais velho.

O JA passa os fins de semana a pedir para ver o "Pimo" Pedro.

Mas nem sempre dá.

Hoje, por volta das 5 horas, a minha irmã veio cá a casa. Acabámos por lanchar todos e de jantar tambem.

O meu filho ficou radiante.

 

 

05.04.09

Cancro


Lila

Este documentário sobre a Jade, fez-me relembrar a doença da minha mãe.

Todos os maus momentos, os momentos de angustia á volta desta maldita doença que paira sobre as nossas cabeças.

Lembro-me perfeitamente do dia em que o cabelo da minha mãe começou a cair.

Fui ajudá-la a levantar-se e eles estavam lá, no meio da almofada.

Todos nós sabíamos que ia acontecer, como uma consequencia inevitável das sessões de radioterapia.

O cabelo jé estava curto, porque ela achou que seria mais fácil lidar com a situação.

Mas não foi.

Ver madeixas de cabelo a cair, dia após dia, não é fácil de digerir, principalmente para uma mulher.

Uma mulher nova, esposa e mãe, que não quer ser vista assim, nem pelos filhos, nem pelo marido, nem por ninguem.

E depois a reacção das pessoas desconhecidas na rua, que olham, descriminam, por vezes até gozam.

A minha mãe nunca quis uma cabeleira, e reparei que a Jade também nunca usou.

Usava lenços, ou turbantes, achava mais confortável.

Tal como a Jade, apesar de desfigurada (o cabelo faz efectivamente a moldura do rosto), a minha mãe tinha uma cara lindíssima e facilmente nos habituámos á falta do cabelo.

 

Mas foi algo que me marcou para sempre.

Eu tenho o cabelo comprido, farto, ondulado.

E após a morte da minha mãe, sonhava frequentemente que toda essa farta cabeleira me caía, no banho, a dormir, enfim, colava o que já vivi com a minha mãe, a mim própria.

A Jade tinha 27 anos e dois filhos de 4 e 5 anos para criar.

Acredito verdadeiramente que terá sofrido muito mais por saber que os deixava, do que por qualquer outra razão.

Por ser mãe antes de ser mulher, por não se conformar com o facto de deixar de os ter por perto.

Esta maldita doença devasta vidas e corações.

A Jade tinha 27 anos e a minha mãe 46.

Ambas lutaram com todas as forças para vencer o cancro mas não conseguiram e deixaram um vazio enorme.

Comigo ficou tambem o medo.

Medo de perder aqueles que amo, outra vez. Medo de os ver sofrer.

Medo de faltar ao meu filho, como a minha mãe me faltou a mim.

 

 

Apesar de saber que no céu uma estrela brilha só para mim e que estarei sempre perto dela, mesmo quando  me falta o colo insubstituivel da mãe.

...

 

Afinal, talvez não tenha sido grande ideia vêr este documentário.

 

05.04.09

Jade


Lila

Jade Goody vai ser enterrada com o vestido de casamento

 

Depois de toda a polémica, foi hoje o funeral de Jade Goody.

Ficou conhecida pelas suas controversas participações em Big brothers, e acabou por fazer uma enorme campanha de sensibilização, promovendo a sua luta contra o cancro do colo do utero.

Estou a vêr na SIC o documentário que fez questão de fazer, revelando, de forma um tanto ou quanto mórbida, os seus ultimos dias de vida.

Uma coisa é certa, Jade foi uma mãe e tanto,  e se o fez para proteger e financiar o futuro dos filhos...seems so right to me.

Que mãe não o faria por um filho?

04.04.09

Dupla sedução


Lila

 

Claire (Julia Roberts) é uma ex-agente da CIA. Ray (Clive Owen) é um ex-agente da MI6. Ambos trocaram o universo da espionagem governamental pelo mundo bem mais lucrativo dos negócios onde reina uma terrível guerra-fria entre duas multinacionais rivais. A missão: obter a fórmula de um produto que trará fortuna à empresa que o patentear. Para os chefes de Claire e Ray não há qualquer tipo de limites. Mas, enquanto tentam passar a perna um ao outro e enganar-se mutuamente para ganhar vantagem, Claire e Ray vêem toda a missão em perigo quando percebem que a única armadilha da qual podem não se conseguir safar é a do amor.

 

 

 

Um filme com argumento engenhoso, que nos leva até ao final sem perceber quem engana quem.

Julie Roberts linda e maravilhosa.

Gostei.

03.04.09

Sono


Lila

 

O meu filho já devia ter tirado a fralda de noite há muito tempo.

Houve uma conjugação de preguiças que atrasaram o processo.

Preguiça dele, que não se importa nada de ter fralda de noite, é muito mais confortável não ter que se chatear nada com isso e fazer xixi deitadinho enquanto dorme.

Preguiça nossa, porque sabíamos que quando tivéssemos que lha tirar ia acontecer isto.

 

Sono.

Carradas de sono.

Montanhas de sono.

 

Então, as nossas noites agora são assim:

O JA deita-se ás 21h30 mais coisa, menos coisa e faz xixi.

Nós deitamos-nos depois da meia noite e lá vamos levantá-lo para fazer outra vez.

Umas vezes á fácil, outras é penoso, porque não quer fazer.

Mas invariavelmente, acaba por fazer um bocadinho.

Pode é demorar.

Depois ponho o despertador para as 4h30 da madrugada e lá vou eu, pegar no chumbinho em peso e levá-lo para a sanita.

Só assim não há surpresas de manhã.

Acontece que nós estamos mal habituados, o JA sempre dormiu a noite inteira, fizemos questão de o habituar muito bem e seguimos todas as regras para que durma sem qualquer vício e durante a noite toda.

Agora, o facto de estarmos a acordar a meio da noite, dá-nos conta do descanso, não consigo adormecer logo se seguida, enfim, ando cheia de sono.

Ontem a minha irmã mais velha, que tem dois filhos, deu-me uma grande alegria.

Disse-me que não me preocupasse, que isto só durava para aí...

... ...dois anos.

Vou morrer.

 

 

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