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Contos sem nó

As minhas histórias

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12.04.10

A síndrome do professor substituto


Lila

Sempre que o professor habitual de uma determinada aula do ginásio tem que faltar e pede para ser substituído, acontece sempre uma e unica coisa.

A aula é sempre terrivelmente difícil.

Isto porque o professor habitual diz ao substituto que deve puxar pelos alunos, que a aula costuma ser dura.

Até porque, com esta conversa está a  valorizar o seu trabalho.

O substituto quer estar á altura e então ainda exagera mais um bocadinho.

Mais vale ser recordado pelos alunos, quando o professor habitual regressa como "Xiça, não volte a mandar aquele palhaço, que nos deu conta do canastro", do que como "oiça lá, para nos mandar aquele fraquinho, mais valia termos ficado sem ter a aula."

A tónica comum é que os alunos não querem voltar a ver a figurinha tão cedo (os professores substitutos nunca são tão bons, nem tão engraçados, nem tão profissionais como o  professor habitual, até porque, o habitual nunca  arriscaria a que os alunos gostassem mais dele...).

Mas o facto é que todos querem ser os mais duros, dar as aulas mais difíceis e ficarem na memória muscular das pessoas, pelo  menos até o professor habitual regressar.

O meu rabo hoje está a sofrer com a sindrome do professor substituto.

Volta, Cláudio, estás perdoado.