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Contos sem nó

As minhas histórias

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25.02.10

Espanholices, dia 24


Lila

 

Comboio de Barcelona para Valência.
Três longas horas de caminho e uma noite outra vez mal dormida.
Ontem, no quarto do Hotel estive a ver um bocadinho de televisão e cheguei a duas tristes conclusões.
A primeira foi que o que dá audiências em Espanha são programas de achincalhamento da vida dos vips.
Não é por acaso que a Hola é um sucesso há tantos anos.
A forma como se discute a vida dos pobres desgraçados chega a ser hilariante.
Qual Cláudio Ramos, qual quê?
Aqui é uma autêntica matança.
Eu que não conheço as pessoas de parte nenhuma (por enquanto, que a este ritmo, vou ficar “ tu cá, tu lá” com as personalidades daqui…) fartei-me de rir com as conversas acerca delas.
 
A outra conclusão é que nós os portugueses somos mesmo uns totós. Os espanhóis mandaram repórteres para a Madeira, para fazer a cobertura da tragédia deste fim de semana e qual não é o meu espanto, quando vejo as pessoas que são entrevistadas a tentar falar espanhol, como se não houvesse amanhã.
No meio da lama, com pás nas mãos, um cenário desolador, mas ainda assim a falar espanhol, não fosse a televisão espanhola não por legendas e os nuestros hermanos não entenderem o que queremos dizer ao mundo.
Se alguma vez nesta vida, veríamos o mesmo, se fosse ao contrário.