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Contos sem nó

As minhas histórias

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01.11.09

Domingo á tarde


Lila

Hoje dormimos até muito tarde. E quando isso acontece acabamos por ficar com o raio do Domingo cortado a meio. Almoçámos no restaurante da nossa amiga Iva e pudemos conversar um bom bocado com ela sobre viagens e sobre a emancipação estupida que nós mulheres quisémos fazer nas nossas vidas.

É que realmente é giro ser mulher, trabahar, ser mãe, e esposa, mas que cansa muito lá isso cansa!

E antigamente, quando as mulheres não trabalhavam, queixavam-se que queriam trabalhar. Agora queixamo-nos de que temos que trabalhar.

A Iva dizia que a mãe nunca trabalhou, que se dedicou a criar as filhas e que agora parecia 10 anos mais velha do que o pai. E eu só lhe perguntei se achava que nós íamos parecer mais novas do que os nossos maridos, daqui a 30 anos...?

É claro que não, que o trabalho não dá beleza a ninguêm.

Dá realização, dá independência, dá poder, mas beleza, não dá, acreditem.

Á tarde, recebemos a visita dos nossos amigos Silvia e Paulo, com o filhote Francisco, que é ligeiramente mais novo do que o JA.

Os míudos brincaram a tarde inteira e nós pusemos a conversa em dia.

Eu conheço a Silvia desde o primeiro ano da Faculdade e porque ela tambem é do Montijo, intitulei-a minha madrinha de curso.

Estudámos muitas tardes juntas, ela assistiu á doença e morte da minha mãe, frequentava a minha casa e ficámos amigas desde essa época.

Casámos no mesmo ano e temos filhos com pouca diferença de idade. Agora a Silvia vai repetir a experiência de ser mãe. A Maria nasce em Fevereiro.

E não vai ser fácil, que isto de ser boa profissional, boa mãe e boa esposa é dose, mas a minha madrinha vai conseguir.

E eu estou aqui para ajudar, no que for preciso.